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	<title>Sonhos Estrategicos :: Auto Ajuda &#38; Gestão Pessoal &#187; Pró-atividade</title>
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	<description>Planejamento pessoal, administração do tempo e definição de metas</description>
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		<title>Pró-atividade X Reatividade &#8211; Qual a diferença mesmo?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 20:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fran Christy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pró-atividade]]></category>
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		<category><![CDATA[pró-atividade]]></category>
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		<description><![CDATA[Temos recebido essa pergunta com freqüência. Muitas pessoas vêem esse conceito de forma simplista – “Pró-atividade é ter iniciativa”. Mas como se diz popularmente, “o buraco é mais em baixo”!
Iniciativa em si não define de fato a pró-atividade, pois o conceito contrário (a reatividade) também envolve iniciativa.
Vamos, então, voltar para o começo, para a base [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos recebido essa pergunta com freqüência. Muitas pessoas vêem esse conceito de forma simplista – “Pró-atividade é ter iniciativa”. Mas como se diz popularmente, “o buraco é mais em baixo”!</p>
<p>Iniciativa em si não define de fato a pró-atividade, pois o conceito contrário (a reatividade) também envolve iniciativa.</p>
<p>Vamos, então, voltar para o começo, para a base do conceito! O que, acima de tudo, diferencia um indivíduo pró-ativo de um reativo?<span id="more-85"></span></p>
<p>A postura mental! E nós temos falado bastante desse assunto aqui no <em>site</em>! A postura mental é o que define, afinal, seus resultados na vida: excelência ou mediocridade, sucesso ou fracasso, sorte ou azar, oportunidades, felicidade, satisfação, depressão, enfim, a lista é longa! Todas essas questões são definidas por sua postura mental!</p>
<p>Mas o que é postura mental? É seu posicionamento, seus paradigmas, seus conceitos internos que definem como a vida é e como as coisas devem ser e acontecer. Quanto mais cristalizados ou imutáveis são esses conceitos, mais dificuldades você terá na vida.</p>
<p>Nossos paradigmas são como mapas que nos informam como é o território onde estamos pisando. O problema é que nós, seres humanos, não compreendemos o território, nenhum dos nossos mapas pode ser considerado 100% correto, nós sempre estamos errados em alguns pontos e certos em outros. A teimosia em não admitir esse fato é o que faz nossos paradigmas se cristalizarem – passamos a acreditar que nosso ponto de vista é “o correto” e que todos deveriam fazer as coisas da forma como acreditamos que elas devem ser feitas.</p>
<p>Essa postura mental rígida e imutável é contrária à pró-atividade. Por quê? Porque o indivíduo que acredita fielmente que seu ponto de vista é o único correto esgotará suas forças para brigar e provar que está certo. Isso gera irritabilidade, frustração, decepção, baixa auto-estima, baixa autoconfiança, medo e, por fim, depressão – em casos em que a pessoa adota o papel de vítima (“Já que ninguém vai concordar comigo, então eu vou fazer bico!”).</p>
<p>O indivíduo pró-ativo pouco se importa com o que os outros pensam e como levam suas vidas, ele tem mais com que se preocupar. A energia e o tempo que o reativo gasta  reclamando, brigando, defendendo seu ponto de vista, irritando-se e frustrando-se quando as coisas dão errado, o pró-ativo investe na busca de seus objetivos. E tudo isso nasce na postura mental.</p>
<p>O pró-ativo está consciente de que suas idéias e conceitos podem estar equivocados e está aberto para aprender e mudar. Ele assume riscos e também a responsabilidade por quaisquer erros, coisa que o reativo não faz – se ele está 100% certo em tudo, como é que ele cometeu um erro?</p>
<p>O grande problema é que indivíduos reativos pensam que são pró-ativos! Eles não se vêem como realmente são! Quando finalmente são encurralados pela vida ou mesmo por sua própria consciência e são obrigados a admitir a si mesmos que estiveram errados e cometeram erros, eles adotam o papel de vítima e se fazem de coitadinhos, fazendo pouco caso de si mesmos e repetindo frases do tipo: “Eu não sirvo pra nada mesmo”, “Eu sou um perdedor, nunca vou conseguir nada na vida”, “Não adianta nem tentar, não vai dar certo mesmo”, “Eu sou um azarado…”, “Nada dá certo pra mim, não sei porquê…” e etc.</p>
<p>A intenção inconsciente é óbvia: conseguir atenção alheia. Mas em nossa sociedade, a “sociedade da pena”, esses indivíduos acabam recebendo pouco estímulo eficaz, tanto de pessoas próximas, quanto de profissionais. Alguns tentam encontrar a culpa na infância e ficam nisso mesmo, só alimentando ainda mais a crença de que o indivíduo é uma pobre vítima de seu próprio passado. Outros simplesmente receitam remédios, há ainda os que não falam nada, só ouvem… Pouquíssimos são os que de fato resolvem o problema. E por quê? Porque para resolver o problema de um indivíduo reativo é preciso ser antipático e dizer-lhe coisas que ele não está disposto a ouvir, o que geralmente resulta na perda do cliente, coisa que esses profissionais não querem!</p>
<p>Mas então, como saber se eu sou pró-ativo ou reativo? Observe sua rotina diária, você se sente frustrado com freqüência? Você fica irritado com facilidade? Quais os motivos de suas discussões com pessoas próximas? Nas últimas vezes em que você se programou para fazer algo e não conseguiu fazer, quais foram os motivos? Você está a todo o vapor seguindo em direção aos seus objetivos? Por que não? Sua resposta a essa pergunta envolve muitas desculpas e racionalismos?</p>
<p>Outro ponto que pode ajudá-lo a identificar se você é pró-ativo ou reativo é analisar como você vê as dificuldades do mundo à sua volta. Você sente pena com facilidade? Você culpa economia, governo, vida ou sorte pelo fracasso dos outros?</p>
<p>Se você se identificar como reativo, não se desespere! O primeiro passo já foi conquistado. A mudança de postura mental muitas vezes é questão de “uma única ficha que deve cair”. Quando isso acontecer, sua atitude no dia-a-dia muda como num passe de mágica, você começa a ver quanto tempo e energia você perdeu se importando com coisas pequenas, tentando se auto-afirmar e convencer o mundo de que você estava certo ou simplesmente se frustrando com coisas que não aconteciam da forma como você esperava.</p>
<p><strong>Não deixe de registrar sua opinião e/ou perguntas na seção de   comentários abaixo!</strong></p>
<p><strong>Fran Christy</strong> é formada em administração de empresas   com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle,   EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias   de vida.<br />
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<h5><strong>Política de reprodução:</strong> Este artigo é protegido por   leis de  direitos autorais. Você pode imprimi-lo para uso pessoal,   enviá-lo para  amigos via e-mail ou como versão impressa. Este artigo   pode ser citado  como referência em trabalhos acadêmicos, palestras,   treinamentos,  etc., desde que a autora seja citada. É proibida sua   reprodução em  outros websites. Se você quiser recomendá-lo em seu site,   por favor,  recomende o link para o artigo. Para mais informações  sobre  nossa  política de reprodução de conteúdo, <a href="../politica-de-reproducao-de-conteudo" target="_blank">clique  aqui</a>.</h5>
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		<title>Você é pró-ativo o suficiente?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 02:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fran Christy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pró-atividade]]></category>
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		<description><![CDATA[A pessoa não pró-ativa ao se deparar com um problema que não consegue resolver imediatamente sente-se frustrada. Esta frustração, dependendo da situação gera sentimentos de raiva ou de desanimo. Em ambas as situações, a pessoa acaba desistindo de resolver o problema. Sua atitude não é compatível com uma solução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada participei de um seminário em que diversos especialistas na área de <em>marketing online</em> se encontraram para discutir novidades na <em>web</em>. Nesse caso, o assunto era negócios na <em>internet</em> e um dos presentes era Tom Kulzer, presidente da Aweber, considerada a melhor empresa de distribuição de <em>e-mails</em> do mundo.</p>
<p>Se você está em nossa <em>newsletter</em> ou já fez algum de nossos cursos, você é velho conhecido da Aweber! É essa empresa que envia os nossos <em>e-mails</em> para você! Não dá pra enviar <em>e-mails</em> para 40 mil pessoas do nosso Outlook Express! Quando a situação chega a esse ponto, é preciso procurar uma solução automatizada e a Aweber é a nossa solução.<span id="more-67"></span></p>
<p>Aproveitei a oportunidade e comentei com Tom que meus clientes reclamam muito do processo de confirmação (o clique no <em>link</em> em azul!). Alguns não conseguem identificar o <em>link</em>, outros têm medo de clicar em <em>links </em>em <em>e-mails</em>, alguns provedores entregam o <em>e-mail</em> em texto e, por isso, o <em>link </em>não aparece em azul, enfim, o tal <em>link</em> causa tanto problema que mais de 50% das pessoas que solicitam inscrição em nossa <em>newsletter</em> ou em cursos não consegue completar a confirmação.</p>
<p>Os demais presentes na reunião concordaram comigo, éramos todos empreendedores com <em>sites</em> e suas respectivas <em>newsletters</em>. A resposta de Tom pegou todos de surpresa, mas faz muito sentido! Ele disse:<em> </em>“Você trabalha com desenvolvimento pessoal, não?! Ensine seus clientes a serem pró-ativos! A vida é complicada, a confirmação da Aweber é só uma pequena amostra do que vem pela frente!&#8221;. É claro que o comentário virou piada, mas deu pano pra manga pra discutirmos um assunto muito mais profundo do que “o clique no <em>link</em> azul&#8221;!</p>
<p>Simples reações a desafios simples e corriqueiros em seu cotidiano revelam o quão pró-ativo você é. E a pró-atividade, por sua vez, é uma característica essencial para a conquista de qualquer objetivo maior do que receber o salário no final do mês.</p>
<p>A pessoa não pró-ativa, ao se deparar com um problema que não consegue resolver imediatamente, sente-se frustrada. Essa frustração, dependendo da situação, gera sentimentos de raiva ou de desânimo. Em ambas as situações, a pessoa acaba desistindo de resolver o problema. Sua atitude não é compatível com uma solução.</p>
<p>Se uma pessoa não consegue lidar pró-ativamente com um desafio simples como completar uma inscrição <em>online</em> quando as coisas não funcionam como deveriam (caso da Aweber), como é que ela lida com situações mais complicadas na vida? A minha experiência me diz que ela não lida, ela desiste, da mesma forma que desistiu de tentar resolver o problema com o “<em>link</em> que não estava azul”.</p>
<p>Você poderia argumentar:<em> </em>“Mas tem gente que não tem familiaridade com computadores e <em>internet</em>&#8230;”. Hum&#8230; E quem disse que os problemas que enfrentamos na vida, os obstáculos no caminho e até nossos objetivos estão dentro da nossa zona de conforto? A pró-atividade se reflete em todos os aspectos da vida – um indivíduo pró-ativo, ao se deparar com um problema, analisa-o friamente sem dramas, levanta possíveis soluções e tenta resolver a questão até conseguir. O fato de ele estar familiarizado ou não com a natureza do problema é o de menos.</p>
<p>Por outro lado, a pessoa pouco pró-ativa ou totalmente reativa, somente lida &#8220;pacificamente&#8221; com questões dentro da sua zona de conforto. Ao se deparar com um problema com o qual não está familiarizada, ela faz drama, sente-se vítima da situação e essa frustração termina por levá-la ao fracasso na solução do problema. Isso, de um ponto de vista mais amplo na vida, faz com que a pessoa fique na mediocridade, jamais atingindo sucesso em nada.</p>
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<p><strong>Fran Christy</strong> é formada em administração de empresas   com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle,   EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias   de vida.<br />
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<h5><strong>Política de reprodução:</strong> Este artigo é protegido por   leis de  direitos autorais. Você pode imprimi-lo para uso pessoal,   enviá-lo para  amigos via e-mail ou como versão impressa. Este artigo   pode ser citado  como referência em trabalhos acadêmicos, palestras,   treinamentos,  etc., desde que a autora seja citada. É proibida sua   reprodução em  outros websites. Se você quiser recomendá-lo em seu site,   por favor,  recomende o link para o artigo. Para mais informações  sobre  nossa  política de reprodução de conteúdo, <a href="../politica-de-reproducao-de-conteudo" target="_blank">clique  aqui</a>.</h5>
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		<title>Teoria X Prática</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Feb 2007 23:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fran Christy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
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		<description><![CDATA[Administração do tempo, planejamento, estabelecimento de metas, organização pessoal&#8230; Quando alguém fala ou escreve sobre esses assuntos, sempre há aqueles que dizem: “Mas isso não é novidade! Todo mundo já conhece o assunto!”. Realmente, não há mais o que falar a respeito desses temas, é possível até vesti-los com “roupas novas”, mas o conteúdo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Administração do tempo, planejamento, estabelecimento de metas, organização pessoal&#8230; Quando alguém fala ou escreve sobre esses assuntos, sempre há aqueles que dizem: “Mas isso não é novidade! Todo mundo já conhece o assunto!”. Realmente, não há mais o que falar a respeito desses temas, é possível até vesti-los com “roupas novas”, mas o conteúdo da informação será sempre conhecido.</p>
<p>Isso é verdade, mas o fato é que apesar de todos conhecerem esses assuntos é raro encontrarmos quem definitivamente os aplique da forma como são transmitidos pelos especialistas. Na realidade, grande parte das pessoas não aplica nem 1% dos conceitos que dizem “já conhecerem bem”.<span id="more-15"></span></p>
<p>Entre a teoria e a prática há um oceano de distância. Saber, conhecer, entender não leva a parte alguma se esse conhecimento não for colocado em prática. Para atravessar esse oceano, é preciso muito esforço – talvez seja por esse motivo que muitos desistem ao ver a imensidão do caminho a sua frente.</p>
<p>Pode ser por preguiça, medo, insegurança, falta de iniciativa, enfim, para os que nada realizam, sempre há um motivo, uma explicação para a procrastinação. Os objetivos vão sendo adiados, os sonhos vão ficando para trás, até que perdem o sentido e deixam de existir.</p>
<p>Analise estes dois tipos de pessoas. Você se identifica com algum deles? Se você se identificou, saiba que nunca é tarde para mudar, afinal, todos realizamos essa mudança em algum ponto da vida, ninguém nasce já sabendo como praticar tudo o que aprende!</p>
<p>O primeiro tipo são os inseguros, que acham que não sabem ou acham que o que sabem não é suficiente para praticarem. Geralmente são perfeccionistas, deixam de agir pois sempre acham que ainda não chegou o momento certo, que ainda precisam se aperfeiçoar mais, etc. Se esse é você, experimente agir, mesmo quando você acha que deve esperar mais um pouco. Você verá que, na maioria das vezes, esteve fazendo tempestade em copo d’água, duvidando da sua própria capacidade, considerando uma situação fácil como difícil. Desenvolva a iniciativa.</p>
<p>O segundo tipo são os arrogantes, que acham que sabem o que não sabem ou que sabem mais do que a realidade. Acreditam que praticam o que, na verdade, não sabem nem em teoria. É muito comum, por exemplo, ver pessoas altamente desorganizadas dizerem que são superorganizadas e que administram muito bem seu tempo. Isso denota falta de autopercepção e autoconhecimento. A pessoa não tenta enganar os outros, ela realmente acredita no que diz! A chave para iniciar essa mudança é abrir mão do orgulho que o faz pensar que sabe tudo e que já pratica o que, na verdade, nem conhece ao certo. Procure observar-se, ver como faz as coisas, como trata com as pessoas, como trabalha, enfim, tentar obter mais informações a respeito de si mesmo. Desenvolva a humildade.</p>
<p>O maior obstáculo para colocar a teoria em prática, entretanto, é a falta de ação em si. É por esse motivo que a “indústria” de auto-ajuda é, em grande parte, desacreditada. Ouço com muita freqüência pessoas dizendo que “auto-ajuda não funciona”. Eu mesma passei pela fase do descrédito. Eu era uma fã adicta de auto-ajuda quando era adolescente. Eu comprava os mais diversos livros na esperança de resolver os mais simples problemas. Eu lia, guardava o livro e esperava que o problema se resolvesse! Depois de alguns anos, quando percebi que nada mudava, eu desenvolvi um descrédito com relação à área que coincidiu com a minha entrada no mundo acadêmico.</p>
<p>Absorta em livros científicos, eu comecei a perceber que aquela teoria de nada adiantava sem a prática. Na própria faculdade, eu comecei a ensinar colegas com dificuldade de se organizar e planejar estudos ou mesmo metas pessoais. Eu distribuía artigos, pequenos manuais e recebia muito <em>feedback</em>. Os que não estavam conseguindo atingir os resultados eram os que não estavam seguindo as minhas diretrizes. Eu dizia que os manuais eram como as fórmulas científicas, se não fizessem “o que” e “como” estava escrito, não ia funcionar mesmo.</p>
<p>O meu material estava sendo, para meus colegas, o que a auto-ajuda tinha sido pra mim alguns anos antes. Eles esperavam um “milagre”, assim como eu costumava pensar. Era como se, inconscientemente, acreditássemos que só o fato de lermos e tomarmos conhecimento de uma determinada técnica, nós nos tornaríamos o que estávamos buscando de forma mágica!</p>
<p>Quando me dei conta disso, voltei para os meus livros de auto-ajuda. Reli a maioria. Comecei a fazer pequenas <em>checklists</em> do que eu deveria fazer para colocar aquele conhecimento em prática. E, de fato, eu fiz o que me propus, alcançando incríveis resultados. A minha visão sobre a auto-ajuda mudou muito desde então. A minha disposição em ajudar meus amigos a se organizarem e planejarem suas metas virou uma profissão e aqui estou eu, defendendo uma área cheia de controvérsias e muito atacada, mas que depende unicamente de uma predisposição pessoal: partir para a ação.</p>
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<p><strong>Fran Christy</strong> é formada em administração de empresas   com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle,   EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias   de vida.<br />
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<h5><strong> Política de reprodução:</strong> Este artigo é protegido  por leis de  direitos autorais. Você pode imprimir este artigo para uso  pessoal,  enviar para amigos via email ou versão impressa. Este artigo  pode ser  citado como referência em trabalhos acadêmicos, palestras,  treinamentos,  etc, desde que citada a autora. É proibida a reprodução  deste artigo em  outros websites. Se você quiser recomendar esse artigo  em seu site, por  favor, recomende o link para o artigo. Para maiores  informações sobre  nossa política de reprodução de conteúdo, <a href="../politica-de-reproducao-de-conteudo" target="_blank">clique aqui</a>.</h5>
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		<title>Em busca de um sentido para a vida</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 23:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fran Christy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Viktor Frankl]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Entre o estímulo e a resposta está a liberdade de escolha do ser humano.&#8221; Viktor Frankl
O primeiro autor a abordar a questão do sentido em psicologia foi o psiquiatra vienense Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas. Ao longo do tempo que passou nos campos de concentração, ele pôde observar as diversas reações e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>Entre o estímulo e a resposta está a liberdade de escolha do ser humano.&#8221;</em> Viktor Frankl</p>
<p>O primeiro autor a abordar a questão do sentido em psicologia foi o psiquiatra vienense Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas. Ao longo do tempo que passou nos campos de concentração, ele pôde observar as diversas reações e comportamentos que surgiam ao seu redor. Frankl descobriu que, mesmo nas condições mais desumanas, é possível ter uma vida com finalidade e sentido.</p>
<p>Porém, uma existência plena de sentido não parecia possível à maioria dos prisioneiros. Imersos em um mundo que não reconhecia mais o valor da vida e da dignidade humana, que os privava de sua vontade e os transformava em objetivos a serem exterminados, a maioria dos prisioneiros sofria uma perda de valores. Se o prisioneiro não lutasse contra essa destruição espiritual com um esforço determinado para preservar o seu amor-próprio, perdia a noção de individualidade, de constituir um ser pensante com liberdade interior e com valor pessoal. Sua existência se degradava ao nível da vida animal, lançando-o em uma depressão tão profunda que ele se tornava incapaz de agir.<span id="more-14"></span></p>
<p>Frankl descobriu que o sentido de sua existência nessa situação era ajudar seus colegas prisioneiros e recuperar a saúde psicológica. Dessa compreensão de sua posição ali, ele tirava a motivação e força de vontade para sobreviver. O sentido da vida, concluiu Frankl, era o segredo da força de alguns homens, enquanto outros, privados de uma razão para suportar o sofrimento exterior, eram acossados por um tirano ainda mais pérfido que Hitler: o sentimento de viver uma futilidade absurda.</p>
<p>A teoria de Viktor Frankl defende que o homem mentalmente sadio tem total liberdade para escolher o próprio destino e o caminho a seguir para chegar a ele. Se as circunstâncias externas impedirão ou não o desenrolar desse plano já é outra história. Um acidente, por exemplo, pode pôr a perder certos planos. No entanto, ninguém pode impedir o homem de determinar seus próprios objetivos e de tentar concretizá-los. O que ocorre é que algumas pessoas, temendo os acidentes de percurso e as forças externas que atuam na vida de todos, deixam de estabelecer objetivos e preferem ir vivendo à medida que a vida vai passando. O resultado desse comportamento se reflete na frustração, na decepção e na falta de perspectiva que podem se transformar depressão e, futuramente, até em tendência ao suicídio.</p>
<p>É preciso deixar bem claro que quando falamos em sentido da vida estamos falando de percepções pessoais e não da descoberta de qual o sentido geral da vida, aplicável a todos os seres humanos. Não é disso que estamos falando. Estamos falando dos porquês que cada um dá a sua vida. É preciso que cada pessoa se questione por que faz certas coisas, por que busca outras. Se não conseguir responder, ou seja, se não conseguir encontrar sentido no que faz e no que busca, é provável que essa pessoa se sinta freqüentemente desmotivada, pois pode ser que esteja trabalhando apenas pelo dinheiro, não tenha continuidade em seus objetivos e, vez ou outra, encontre-se tentando descobrir como veio parar onde está, procurando desesperadamente encontrar um sentido, uma resposta, uma saída. Esses são os sintomas. O diagnóstico é a falta de sentido.</p>
<p>Encontrar sentidos, ou seja, achar as respostas certas aos seus porquês pode não ser tão simples. Os seres humanos sofrem do grande mal de se defenderem de tudo para proteger uma auto-estima que, mesmo ferida, ainda insiste em segurar uma máscara. Você não conhece alguém que, mesmo todos sabendo que sua situação não está boa, ainda tenta disfarçar e diz a todos que está muito bem, que não precisa de nada? De certa forma, não há problema em segurar essa máscara para o mundo exterior, o problema é quando tentamos usá-la quando estamos a sós conosco. É o auto-engano. Para não termos que admitir para nós mesmos que fracassamos, que tomamos a decisão errada, que não conhecemos os sentidos em nossas vidas, erguemos uma muralha que impede qualquer um de transpassá-la, inclusive nós mesmos. Esse comportamento é natural, autoprotetor, mas simplesmente não há como crescer se não derrubarmos essa muralha, mesmo que seja só para que nós mesmos possamos entrar em nosso próprio mundo e buscarmos algumas respostas que nunca fomos capazes de procurar.</p>
<p>Muitas pessoas me perguntam qual a técnica para descobrir o sentido da vida. Não há técnicas, há, no máximo, posturas facilitadoras. A sinceridade para consigo mesmo é fundamental. Se você não for sincero, estará arriscando dar as respostas erradas e começar a perseguir objetivos que só no futuro você perceberá que não eram os seus verdadeiros desejos. Dispersar a ansiedade também pode ajudar bastante. Algumas pessoas separam um período para &#8220;definirem seus sentidos&#8221; e acham que devem sair dali com todas as respostas em mãos. Isso cria ansiedade, você se sente acuado por você mesmo. Pode demorar meses ou até anos para que você encontre todas as respostas que procura. O ideal é permanecer atento aos pequenos sinais que você inconscientemente libera de vez em quando. Esses sinais podem, por exemplo, revelar um interesse que você não sabia ter, uma nova habilidade, uma insatisfação que você conscientemente tenta disfarçar, enfim, tentar pescar os sinais que você mesmo envia é a melhor forma de encontrar as respostas perdidas.</p>
<p><strong>Não deixe de registrar sua opinião e/ou perguntas na seção de   comentários abaixo!</strong></p>
<p><strong>Fran Christy</strong> é formada em administração de empresas   com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle,   EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias   de vida.<br />
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		<title>Postura Pró-ativa Diante dos Problemas</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 23:20:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fran Christy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pró-atividade]]></category>
		<category><![CDATA[mentalidade]]></category>
		<category><![CDATA[mudar um paradigma]]></category>
		<category><![CDATA[paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[postura mental]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não lidamos muito com os fatos quando estamos nos contemplando.&#8221;
Mark Twain
Não há como encarar problemas, autoconhecer-se, encontrar soluções e caminhos se alguns mecanismos de defesa e hábitos negativos estiverem operando em você. Insistir em estar sempre certo, achar que tudo o que acontece com você é injusto, culpa de terceiros, desculpar os próprios defeitos dizendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Não lidamos muito com os fatos quando estamos nos contemplando.&#8221;</em></p>
<p>Mark Twain</p>
<p>Não há como encarar problemas, autoconhecer-se, encontrar soluções e caminhos se alguns mecanismos de defesa e hábitos negativos estiverem operando em você. Insistir em estar sempre certo, achar que tudo o que acontece com você é injusto, culpa de terceiros, desculpar os próprios defeitos dizendo que tem gente muito pior ou que seus problemas são pequenos perto dos problemas de outras pessoas.</p>
<p>Enfim, são muitos os mecanismos que afastam as pessoas da realidade. Seus problemas são só seus, foram causados de alguma forma por você mesmo e se você ignorá-los eles se tornarão maiores até que você não tenha mais controle algum e sofra as conseqüências de sua negligência.<span id="more-13"></span></p>
<p>Os casos mais comuns são de pessoas que ao invés de tomarem a iniciativa para resolverem seus problemas adotam uma postura de pena para consigo mesmas, consideram sua situação injusta e a única coisa que fazem é reclamar. Há quem se auto-engane a ponto de repetir infinitamente: &#8220;Eu não acredito que isto está acontecendo&#8221;; &#8220;Isto não poderia acontecer comigo&#8221;. Além de não fazerem nada para resolver o problema, nem sequer absorvem o fato. Há, ainda, os que bloqueiam os problemas, não admitem a existência deles, como uma mãe que não percebe que o filho está se envolvendo com drogas apesar de todos a alertarem.</p>
<p>Como diz a frase de Mark Twain: &#8220;Não lidamos muito com os fatos quando estamos nos contemplando&#8221;. Enquanto estivermos achando que o que nos acontece é injusto, que não merecemos o que de ruim nos ocorre, enquanto estivermos numa condição de negação da realidade, tentando proteger uma condição pessoal &#8220;segura&#8221;, onde tudo é conhecido, não poderemos lidar com os fatos.</p>
<p>Outro hábito negativo é tentar escapar da responsabilidade de resolver os próprios problemas comparando-os a outros muito piores. Os seus problemas são só seus e se você ficar de braços cruzados, ninguém mais se importará e o problema crescerá. Não importa se você quebrou o pé e o sujeito ao seu lado não tem uma perna, a dor é sua e você continuará sentindo-a mesmo estando consciente da situação do outro. Sempre terá alguém que tem problemas maiores que os seus, mas isso não é motivo para deixar de resolvê-los. Seu problema pode ser muito pequeno perante outros que você pode enxergar em outras pessoas, mas ele é seu e isso é suficiente para torná-lo grande o suficiente para atrapalhar a sua vida.</p>
<p>Um hábito que pode bloquear totalmente a mente e impedir a resolução de certos problemas é querer estar sempre certo, apegar-se tão firmemente aos próprios valores e conceitos que não se é capaz de compreender que para resolver certos problemas é preciso ter a humildade de admitir a possibilidade de estar errado. Esse hábito interfere com maior força em relacionamentos conjugais e situações de trabalho. As partes consideram seu modo de pensar, idéias e valores como absolutos e não admitem que o outro não aceite seu ponto de vista. Esse hábito afeta também réus inocentes em julgamentos. Eles estão tão convencidos de que sabem a verdade, que alguém descobrirá e a justiça será feita que não se importam muito em serem convincentes perante o juiz ou o júri. Acham que por estarem falando a verdade, todos irão acreditar em suas palavras. É comum dizerem: “Se você não tem culpa, fique tranqüilo.”</p>
<p>Isso aconteceu com Oprah Winfrey quando foi acusada por pecuaristas do Texas de incitar em seu programa que as pessoas não comessem carne. Ela estava tão convencida de que a acusação era injusta e que não tinha fundamento algum que durante um bom tempo durante o julgamento ela manteve um postura reativa, ficava deprimida, irritada com a situação, esperando que o júri fizesse justiça porque &#8220;ela&#8221; sabia que estava certa. Seus advogados e estrategistas convenceram-na de que se continuasse a acreditar inocentemente na verdade seria derrotada.</p>
<p>As pessoas não sabem o que você sabe. Mesmo que você saiba que está certo, ninguém é obrigado a aceitar isso. Oprah ganhou o processo após virar o jogo, argumentando e defendendo sua posição com respeito perante o júri, que não tinha &#8220;obrigação&#8221; de saber que era ela quem estava certa. Sua atitude mudou de reativa – sentindo-se mal, deprimida, decepcionada e evitando dar-se conta de que realmente estava sendo julgada, não importando quão injusta pudesse parecer situação – para uma posição pró-ativa, tornando-se autoconfiante, defendendo-se sem pena de si mesma, argumentando sua posição com segurança. Se essa mudança não tivesse ocorrido, seus estrategistas garantem: ela teria perdido o processo.</p>
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<p><strong>Fran Christy</strong> é formada em administração de empresas   com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle,   EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias   de vida.<br />
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